domingo, 14 de dezembro de 2008

geisha


Pois fica sabendo que o amor é um lugar onde podes matar. Eu cá, já morri várias vezes: ainda agora morri sem me dar conta. Matar? Não, ainda não matei ninguém, só de susto, calculo. Eu sei: eu sei bem que, de cada vez que olhas para mim, morres porque, na verdade eu sou um monstro das bolachas. Mas sou muito mais: consigo ter dupla ou tripla (ou enésima) personalidade. Umas vezes, sou indolente e lânguida como um pedaço de plasticina, outras, áspera e crespa como folhas de Outono, outras, ainda, sou um embrulho de jornal de letras e guardo os meus sigilos, as minhas pobres e sisudas notícias.
Sabes uma coisa? É provável que não. Pois digo-te: fazes-me falta.

9 comentários:

as velas ardem ate ao fim disse...

Nao importa o que se ama.
Importa a matéria desse amor.
As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor. As palavras são um principio - nem sequer o principio. Porque no amor os principios, os meios, os fins são apenas fragmentos de uma historia que continua para la dela, antes e depois do sangue breve de uma vida. Tudo serve a essa obsessão de verdade a que chamamos amor. O sujo, a luz, o espero, o macio, a falha, a persistencia.
[Ines Pedrosa-Fazes me falta]

um bjo

Maria disse...

Morremos vezes demais.

Mata-me.

Maria disse...

Telepatia. Temos as mesmas frases dentro de nós.

SaraPereira. disse...

Morremos, fica-se caído no fundo.
Mas há alguém que nos faz falta, que faz falta para nos levantar (...)


Não vou matar, perfiro morrer.

Marta Dantas disse...

Eles fazem falta, são ranhosos mas fazem muita falta.

Wilson disse...

Mataste de susto?

Não acredito.

Qel disse...

«Mas sou muito mais: consigo ter dupla ou tripla (ou enésima) personalidade».

Começo a achar q todos nós temos uma fase - espero eu q seja mesmo isso - em q achamos q somos bipolares ou em q, pelo menos, achamos q conhecemos alguém em específico q sofra de tal disturbio.
As pessoas são cada vez mais instáveis e inconstantes ou então não se dão ao esforço de se fazerem entender melhor (sendo, consequente/, interpretadas, muitas vezes, de maneira errada). Ou então existem apenas demasiadas pessoas preguiçosas e desleixadas e tão cegas - pq cego é mais aquele q n quer ver do q aquele q não vê - q não se dão ao trabalho de (tentar) perceber o outro ou de simples/ lhe descodificar (n)as entrelinhas...

Acho q em entusiasmei :X
De qq maneira, é escusado dizer q gostei mesmo do texto ;) *

P. disse...

Morremos demaiadas vezes , e por vezes falta alguém para nos levantar (...)

Ana Pliim disse...

Eu também acho que tenho dupla personalidade.
Uma delas diz: "fogo, gosto mesmo deste blog" ao que a outra persolidade diz "concordo plenamente" :)