sábado, 13 de dezembro de 2008

Jogo de damas



Para ti, julgo que não passava de um jogo: de damas ou de xadrez, tanto faz. Avançavas-me algumas casas para a direita e depois para a esquerda e em simultâneo para a frente e para trás. Sacudias-me como se fosses um estratega perspicaz e demoníaco. No entanto, eu via em ti um anjo. Não eras digno de tal associação, até porque tinhas uma de leite condensado, ou se calhar, estou a confundir e era mais de abóbora enrugada. Provavelmente, era uma das duas.
Um dia destes olhei para ti e tive vontade de te abraçar sofregamente. Sentei-me e esperei que a vontade passasse.

3 comentários:

Marta Rosa disse...

Mas simplesmente morremos, sem forças para viver.

Porque te sentaste? Porque não foste lá e lhe deste um abraço?

Qel disse...

«Para ti, julgo que não passava de um jogo: de damas ou de xadrez, tanto faz. Avançavas-me algumas casas para a direita e depois para a esquerda e em simultâneo para a frente e para trás».

São jogos psicológicos em q nós temos q ser as rainhas e fazer xeque-mate.

Gostei (: *

as velas ardem ate ao fim disse...

Nada de prender as vontades!
Devias ter abraçado!

um bjo