quinta-feira, 13 de janeiro de 2011


Domingo. O meu corpo deitado nesta cama, está adormecido. Quente, sente as dores vindas das profundezas... quem sabe não é a alma a queixar-se. Não há janelas, e por isso também não consigo saber o dia que está lá fora. Curiosa, levanto-me e deitar-me já não consigo. Também as ruas estão adormecidas. Apenas voam pássaros sem asas na incerteza de um dia que não sabe se deve chorar ou limpar-se de nuvens feitas daquilo a que se poderia chamar de algodão doce caso fossem rosa.
Não. Eu não fui embora. Continuo a mesma. O mesmo ponto a gritar no vazio de uma casa sem mobília, a mesma andorinha a sonhar ou simplesmente a mesma de sempre, ou o mesmo nada, ou o mesmo quase nada, ou o mesmo nanómetro de nada, ou um terço de nada.

Eu continuo, e tu?

3 comentários:

marta. disse...

que texto lindo :$

Mafalda disse...

E continuas sem querer mudar?

J' disse...

Não gosto nada -.-