segunda-feira, 24 de novembro de 2008

atiro ao alvo


Dava contigo a lançar setas para o nada, para o vácuo. Por vezes, atingias-me como o cupido lá do alto e eu, muito translúcida e cristalina, jorrava sangue pelas feridas folgadas na minha rugosa e áspera pele. Não te disse nunca que não, mas também, nunca simulei uma frase afirmativa. Portanto, aquilo que me saía da boca eram tudo respostas que passeavam sobre uma corda bamba que, nem tu nem ninguém, conseguiam entender (julgo que nem eu). E contradizia-me com frases de bem querer: dizia que sim e que não, que mais ou menos e que menos ou mais. Tu davas-me o pé em vez de dares a mão e simulavas compreender tudo o que eu dizia e não dizia e fazia e não fazia.
Um dia destes, quando me atirares uma das tuas frenéticas setas, elas vão incidir sobre o meu lado esquerdo e fazer ricochete. E depois? Depois não sei.

5 comentários:

Joaninha* disse...

Pingue pingue. =)

Coisa disse...

E depois? Depois é tempo de (te) amar.

Ana Rita disse...

Depois, logo se vê...

Marta Dantas disse...

Depois...
Tu ficas e ele vai.

as velas ardem ate ao fim disse...

Meu lado esquerdo
É mais forte do que o outro
É o lado da intuição
É o lado onde mora o coração

Meu lado esquerdo
Oriente do meu instinto
É o lado que me guia no escuro
É o lado com que eu choro
E com que eu sinto

Meu... o meu...
Foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu ja pensava
Que nao existias
Para mim no mundo

Meu lado esquerdo
Não sabe o que é a razão
É ele que me faz sonhar
É ele que tanta vez diz não

Meu... é o meu...
Foi o meu lado esquerdo
Que me trouxe até ti
Quando eu já pensava
Que não existias
Para mim no mundo.

[Clã]

Acho que não há melhor def.de lado esquerdo.

um bjo